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Presença, contato e escuta: o papel transformador da empatia na Gestalt

  • Foto do escritor: Comunidade Gestáltica
    Comunidade Gestáltica
  • 4 de ago.
  • 2 min de leitura

💬 Empatia na Gestalt-terapia: a arte do contato com o outro e consigo mesmo

Na Gestalt-terapia, empatia vai além do senso comum de “se colocar no lugar do outro”. Aqui, ela é vivida como um processo de contato verdadeiro, enraizado no aqui-e-agora e na escuta autêntica, sem julgamento. É sobre estar inteiro na relação com o cliente — reconhecendo sua singularidade, suas relações e o ambiente em que está inserido.


👁 A experiência “como se”

O terapeuta gestáltico busca compreender a experiência do cliente a partir da ideia do “como se” – como se estivesse em seu lugar, vendo o mundo com seus olhos. Essa atitude empática, no entanto, não anula a individualidade do terapeuta. Pelo contrário, ela exige que ele mantenha consciência de si enquanto mergulha na perspectiva do outro.


🌱 Contato e fronteira

A empatia, na Gestalt-terapia, é um elemento essencial do processo de contato, onde se dá o encontro entre o eu e o outro, entre a figura e o fundo. Respeitar a fronteira de contato significa reconhecer o limite entre o que é meu e o que é do outro – fundamental para não perpetuar a confluência ou a projeção.


⏳ Presença e awareness

Na Gestalt-terapia, tudo acontece no aqui-agora fenomenológico. Por isso, a empatia também nasce e se desenvolve no momento atual, a partir do que o cliente está vivenciando no aqui-e-agora. O terapeuta, nesse processo, atua como um espelho sensível, ajudando o cliente a se perceber de forma mais ampla.


🫂 A importância da empatia na prática clínica

A escuta empática abre espaço para que o cliente se sinta acolhido, aceito e respeitado. Isso contribui diretamente para o fortalecimento de sua personalidade e autoestima. ⠀ Quando o cliente é escutado de verdade, ele vive uma experiência emocional atualizadora, ou seja, tem a chance de reconstruir internamente formas mais saudáveis de sentir e se relacionar.


🔄 O desafio de enxergar o outro

Como dizia Perls, “a maioria das pessoas não consegue suportar a si mesmas”. E é aí que entra um desafio profundo da empatia: para olhar o outro sem julgamento, preciso primeiro estar em contato comigo mesmo — com tudo aquilo que gosto, mas também com o que evito ou rejeito.


Quando não fazemos esse movimento de autoconsciência, passamos a ver o outro como depósito das nossas projeções: tudo que não aceito em mim, projeto nele. E assim surgem os julgamentos, os rótulos, os afastamentos.


🧘🏽‍♀️ Autoconhecimento como caminho

A empatia floresce quando nos reconhecemos em nossas próprias contradições. Ao aceitar nossas “partes bonitas e feias”, desenvolvemos também a capacidade de compreender as dores e limites do outro, abrindo espaço para relações mais saudáveis, leves e verdadeiras.


🗨 Reflita com a gente:

Como é, para você, praticar a empatia no seu dia a dia?Você consegue ouvir o outro sem deixar suas projeções falarem mais alto?


✨ Continue explorando reflexões como essa em nossos conteúdos. 📌 Acesse outros artigos aqui no Blog da Comunidade Gestáltica da Bahia.


 
 
 

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