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Quando a dor fala, a Gestalt escuta: compreendendo o luto na terapia

  • Foto do escritor: Comunidade Gestáltica
    Comunidade Gestáltica
  • 22 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O luto, na Gestalt-terapia, é compreendido como um processo singular, vivo e profundamente humano. Não se trata de acelerar etapas ou buscar um "final feliz", mas de permitir que cada emoção encontre seu espaço para ser sentida, compreendida e, eventualmente, ressignificada.


🧩 Um processo multifacetado

Na abordagem gestáltica, o luto é visto como um fenômeno complexo, composto por múltiplas camadas de experiências emocionais, cognitivas e físicas. O sofrimento gerado pela perda é acolhido como parte legítima da existência, e não como algo a ser evitado ou racionalizado.


🎭 A importância do contato

A Gestalt-terapia propõe o contato pleno com a dor. É nesse encontro genuíno com os próprios sentimentos – muitas vezes contraditórios – que o processo de cura pode começar. Ao mesmo tempo, reconhece-se a importância do afastamento em alguns momentos, como forma de proteção e reorganização interna. O equilíbrio entre esses dois movimentos – contato e afastamento – é parte essencial da autorregulação.


🧘 Autorregulação e liberdade

A capacidade de autorregulação emocional é estimulada ao longo do acompanhamento terapêutico. O enlutado é convidado a desenvolver consciência sobre seus próprios ritmos, limites e necessidades, escolhendo como deseja lidar com a perda de forma mais consciente e respeitosa consigo mesmo.


🛤️ Ressignificar para seguir

O papel do Gestalt-terapeuta é ser um facilitador nesse caminho. Ele oferece um espaço seguro, empático e sem julgamentos, onde o paciente pode expressar suas dores, refletir sobre os significados da perda e, eventualmente, abrir espaço para novos sentidos. Essa ressignificação não apaga a dor, mas permite que o vínculo com a pessoa perdida possa existir de outra maneira, mais integrada à nova realidade.


🌱 Um caminho de presença

Na Gestalt-terapia, não há fórmulas. Há presença. Há escuta. Há suporte para que cada pessoa encontre sua própria forma de reconstruir a vida após a perda.


 
 
 

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